Depois que uma tempestade passou, ainda fica uma leve brisa fria no ar, lembrando a tormenta que passou. É hora de caminhar mais rápido, embora o chão molhado ainda cause uma certa dificuldade.

A paisagem é diferente. Quase sempre o céu ainda está nublado. Mas as cores, ah, estas estão vibrantes, talvez por causa do brilho das gotas em cada pedacinho de chão, ou em cada folha das árvores que ainda sacolejam com o vento.

É hora de precaver-se. A lama ainda é escorregadia e a estrada só se tornará um piso seguro após estar seco – parece óbvio, mas não é. Então, é preciso calma e paciência. Tem horas que será preciso tirar a lama debaixo dos pés. Durante a chuva, isso nem importava. As águas tratavam de limpar a sola, enquanto caminhávamos. Mas, agora, é um trabalho adicional. Livrar-se do peso das passadas sobre a terra molhada.

Assim também é na vida. Após uma tempestade, ou uma chuva que seja, que é diferente do desejado dia feliz, cheio de luz, brilho e alegria do sol, é hora de caminhar com mais paciência e firmeza. Os primeiros passos devem ser corajosos, e seguir adiante é sempre necessário.

Há mais de um mês atrás eu contava para vocês que um período desses havia acabado de passar pela minha vida. E, por isso, eu também tive que me ausentar um pouco daqui destas páginas. Prestar atenção nos próximos passos, lembrando que a água ainda estava misturada à terra, o que poderia ser um perigo para minhas andanças.

Mas, como a água é necessária e ela é fonte da vida, é preciso compreender que a chuva, ou mesmo uma tempestade, é necessária para manter o fluxo natural, a ordem do mundo. Da mesma forma, em nossas dificuldades, que sempre são momentos de aprendizagem e fortalecimento de nossa alma e espírito.

E você? Como está se sentindo frente às dificuldades que tem pela frente? Consegue ouvir seu anjo de guarda dizendo que é forte o suficiente para suportar tudo o que lhe é imposto pela vida? Segue confiante. Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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