Hoje, pela manhã, enquanto estava desenvolvendo as primeiras atividades do dia, recebi a notícia. Uma pessoa muito querida partiu. Tive a missão de dar a notícia a uma pessoa muito próxima e que revelou-se extremamente sensível – o que raramente havia acontecido até então. Pus-me a pensar e a sentir.

É muito difícil lidar com a dor da perda. E é natural que a gente se sinta assim. Perder todas as oportunidades de encontro, de palavras doces, de troca de idéias. Todas as palavras que jamais serão ditas ou abraços que não acontecerão pessoalmente.

Mas, como no Universo tudo ocorre simetricamente, por outro lado temos ganhos. A maioria serão imperceptíveis a nós, pois costumam vir somente com o tempo. Estamos falando de todas as lembranças de felizes encontros, de palavras doces, de troca de idéias. De todas as palavras que jamais serão esquecidas ou abraços serão sempre lembrados, porque tudo foi vivido com a intensidade da vida.

As pessoas que amamos ficam sempre em nossa memória, com cores mais vivas do que podemos perceber no dia a dia. Com o tempo, os pequenos tropeços de nosso relacionamento vai ficando cada vez menor, até que desaparece. Permanecem, para sempre, o sorriso, as boas recordações, as qualidades.

Assim, nosso passado vive em nossa memória.

Força. Ele está sempre olhando por nós. Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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