Hoje é um dia especial para falar no tema. Afinal, depois do domingo de Páscoa, em que refletimos sobre a morte e ressureição do Grande Mestre, ou antes disso, a comemoração judaica do êxodo dos israelitas do Egito, no reinado do faraó Ramsés II.

Analisando as duas passagens, podemos focar na passagem de Jesus da morte para a vida e, no caso dos israelitas, e da escravidão para a liberdade.

É neste ponto que comecei a pensar sobre o tema de hoje. Sobre a transformação libertadora e vivificante do perdão.

Gosto muito de pensar na própria palavra como chave para compreender a idéia que está por trás do conceito. “Perdoar”, do latim “perdonare”, ou mesmo em inglês “forgive”, transmitem sempre a mesma idéia: “para doar”. Ao me dar conta disso, foi impossível não lembrar de uma das derradeiras frases do Mestre, “Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que fazem”.Ele se foi para que seu próprio sacrifício libertasse toda a humanidade. E foi esse seu último pedido. Dê-lhes a liberdade.

Finalmente, pensar na ação libertadora que é perdoar ao próximo. Em compreender a falha alheia, em saber que a outra pessoa agiu daquela forma porque era o melhor que poderia fazer naquele momento.

Na maioria das vezes, é difícil imaginar que causar mágoa, ferir alguém de algum modo, ou até prejudicá-la é o melhor que se pode fazer. No entanto, é preciso ver o que está por trás daquele momento – as fraquezas, limitações, falta de consciência, emergências, ou tantos outros fatores que resultaram naquela experiência.

Pode ser que você tenha que digerir uma situação ruim. Faça-o, decompondo, desconstruindo todas as partes. Mas, simplesmente descreva, objetivamente, sem emoção, toda a cena e tente compreender o ambiente, o momento imediatamente anterior. Veja as hipóteses possíveis. Verá que surgirá a compreensão do que houve. Perceberá que, de fato, a ação foi, na essência, bem intencionada, mesmo que tenha causado algum estrago.
Perdoar certamente não corrigirá todos os problemas. NÂO mudará o passado. Mas permitirá uma nova leitura do que houve e, principalmente libertará sua vida e seus pensamentos para sua felicidade agora e para um novo futuro.

Dê sua compreensão. Faça fluir a energia amorosa que, em seu íntimo, foi feito PER DOARE. Perdoa. Inclusive, a si mesmo. Dê esse sentimento para todos em sua vida e receberá de volta a energia restauradora e construtiva de que tanto precisas para viver… e prosperar.

Pense nisso! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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