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Quando a gente sai para uma jornada, seja ela qual for, uma nova visão de vida, um projeto profissional ou mesmo uma caminhada de peregrinação, temos o hábito de pensar em levar tudo o que achamos necessário para o sucesso da empreitada.

Antes de colocar tudo nessa mochila – a nossa “cabeça”, nossa mente,  que recheamos com emoções, sentimentos e pensamentos – é preciso parar e refletir.

Podemos classificar quase tudo o que é “necessário” em três categorias: SUPÉRFLUO  (pode ser descartado, sem prejuízo algum), IMPORTANTE (pode ser interessante em alguma situação) e ESSENCIAL  (sem eles, simplesmente NÃO há como seguir).

Na maioria das vezes, temos a sensação de estarmos vivendo somente no supérfluo ou até o importante, deixando de realizar tarefas ou de colecionar experiências ou objetos essenciais para nosso crescimento. Temos a sensação de perda, o que traz outros problemas para nossa saúde física e mental.

A pergunta, sempre é: “por que tenho que levar isso na minha mochila? É, realmente, essencial?”. Se o sentimento lhe responder “sim”, vá em frente. Se houver uma dúvida, no mínimo, classifique-o como importante ou supérfluo.

Escolha o seu dia e suas experiências. Veja, em sua vida, tudo o que, de fato é essencial para você. Assim, certamente, ela ficará mais leve. Agradeça, sempre. É uma forma de deixar para trása o peso que a consciência teima em deixar na nossa vida. Pense nisso. Sinta como está cheio de idéias a respeito de sua nova vida – a que começa agora, neste exato momento. Ouça sua voz interior! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Uma de nossas tarefas principais na vida é manter nosso bom nível de energia. Não apenas a energia física, conseguida pelos alimentos, mas a energia vital, obtida com nossas atitudes, pensamentos, comportamentos e relacionamentos.

A nossa energia pessoal deve ser compartilhada com todos os que estão à nossa volta – amigos, parentes e familiares – e até mesmo com quem não temos relação alguma – quando fazemos caridade e interagimos com alguém que sequer conhecíamos antes.

Mas, temos sempre que verificar se não estamos, de certa forma, nos sentindo vampirizados. Ou seja, se na nossa situação de vida, outras pessoas estão extraindo mais de nossa energia do que deveriam, nos deixando enfraquecidos e cansados.

Ao contrário do que a maioria pensa, nem sempre é o inimigo quem extrai nossa energia. Isso pode acontecer em uma amizade e até mesmo em um relacionamento afetivo ou familiar. De qualquer maneira, cabe a nós manter nosso bom fluxo de energia.

No Amor, temos uma capacidade de nos entregar e doar o que temos de melhor. Quando isso acontece, ele se manifesta em sua plenitude. Nesta hora, há uma intensa troca de emoções e sentimentos que descrevem à nossa alma toda a beleza do Amor Verdadeiro.

Quando sentimos que, em uma relação, nossa energia está se esvaindo, temos que parar e analisar o fato. Pode ser que aquela seja uma situação temporária, uma carência que alguém próximo a você está sentindo naquele momento. Mas, pode também ocorrer daquela situação ser um pouco mais enraizada no caráter da pessoa que está subtraindo sua energia.

Em ambos os casos, existem pelo menos duas formas básicas de barrar este fluxo energético. Uma delas é a prece. Faça uma oração – por mais simples que seja, há muito poder na oração – e peça, sinceramente, que o Universo abençoe aquela pessoa e que lhe dê toda a energia necessária. Disponha-se a doar também, mas deixe claro que não quer nada em troca.

Uma vez, eu estava com um amigo em um restaurante, que me contava um caso muito impressionante sobre a influência de uma pessoa sobre a outra. Essa influência havia transcendido o espírito e estava materializando-se em forma de enfermidade no corpo de uma amiga que tínhamos em comum. Ela estava somatizando a energia que estava sendo subtraída de si.

Em um determinado momento da conversa, em que ele estava comentando todo o caso, comecei a sentir minha energia se esvaindo. Uma sensação física de fraqueza, um pouco de falta de ar e muito sono, como vontade de ficar com os olhos fechados. Fiz essa pequena prece e os resultados foram impressionantes. Logo após mentalizar “Senhor, por favor, ajude essa nossa amiga. Dou toda energia que seja necessária, mas não quero nada em troca”, meu amigo começou a passar mal.

Imediatamente, nos levantamos e ele foi até a janela do estabelecimento, para que pudesse respirar melhor. Ele tentava puxar o ar, mas não conseguia. Sentia-se sufocado, as mãos espalmadas sobre o peito, perto da garganta. Então, instintivamente, pedi para que ele fizesse uma oração comigo. Lembramos do “Pai Nosso” e assim fizemos. Ao final da prece, ele estava melhor, recompondo-se. Alguns minutos mais tarde, ele estava bem, mas assustado sobre o que sentira.

Algum tempo mais tarde, contei-lhe o que aconteceu – de minha parte. Ambos concordamos que a oração tem, realmente, um efeito instantâneo e poderoso em nossas vidas.

Outra maneira de nos resguardamos é buscar alguma forma de afastamento. Se for dentro do âmbito familiar, pode ser que fique difícil essa situação, pois não deixamos de ser pais, filhos, irmãos ou netos. Essa escolha é impossível de mudar. Mas podemos amenizar a relação buscando outras situações que diminuam a intensidade do relacionamento naquele período. Isso é o suficiente para que nós possamos nos refazer e estarmos prontos para a doação. No entanto, é preciso estar sempre alerta e vigiante. Podemos doar sempre o necessário, mas somente até o limite de estarmos bem.

Pode parecer egoísta essa posição, mas é preciso lembrar da máxima que o Grande Mestre nos deixou como seu maior legado. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

É importante ter consciência de que há uma energia inteligente maior, que comanda tudo no Universo, e ser grato por toda nossa vida. Nossa obrigação com o Senhor é agradecer, sempre. É nossa forma de retribuir todas as experiências que Ele nos proporciona nesta vida.

Como estávamos dizendo, a segunda parte da máxima nos traz um ensinamento igualmente importante: é preciso amar a si mesmo. É preciso cuidar de si, de forma a estar pronto a doar-se para outras pessoas. Mas de forma generosa – não egoísta – amando também ao próximo.

Já ouvimos tantas vezes que “É preciso, primeiro, estar bem. Depois, temos como ajudar o próximo”. Ou, quando rimos de uma situação, comentamos que “é o roto ajudando o esfarrapado”. É certo que, nesta segunda frase, há ainda a beleza da solidariedade no limite das possibilidades. No entanto, a melhor forma de praticarmos a caridade, certamente, é quando podemos doar o melhor de nós mesmos.

Mas, há situações em que nossa capacidade de lidar com pessoas que nos sugam a nossa energia vital esgotou-se. Normalmente, por nossa falha mesmo, pelas nossas escolhas e comportamentos, a situação pode ter se tornado irreversível. Pode ser no próprio ambiente de trabalho.

Neste caso, comece a verificar a possibilidade de mudança. Mentalize uma nova oportunidade – como já tivesse sido alcançada – e peça, sinceramente, em oração, para que ela se materialize. Tome uma decisão. Prepare-se adequadamente e, quando sentir-se seguro, afaste-se.

Vários e vários casos de afastamento – de um emprego, por exemplo – são relatados diariamente em milhares de conversas pelo mundo. Normalmente, quando a decisão de afastamento partiu da própria pessoa, a sensação é de alívio. Um peso foi retirado das costas. Uma paz interior invadiu a alma, substituindo, muitas vezes, a sensação de impotência diante da situação. Muitas vezes, não só essa sensação boa é maior do que qualquer insegurança em relação ao futuro, como também costuma trazer força e esperança em uma vida melhor.

No caso de relacionamentos afetivos, ao contrário dos relacionamentos familiares, há, sim, a possibilidade de escolher se queremos continuar sendo relacionados ou não. No entanto, é necessário analisar com muita calma e consultar seus sentimentos com muita atenção.

Pode ser que seja um momento da vida da pessoa e que merece uma atenção ainda mais especial. Pode ser que seja uma atitude egoísta e arraigada na personalidade dela. Em todo caso, há sempre a possibilidade de ajudarmos.

É preciso saber, no entanto, que mesmo que a atitude seja parte da personalidade da pessoa, pessoas mudam. Mudam pelo próprio querer delas. Sofremos muito quando queremos mudá-las e essa tarefa, atenção, NÃO é nossa. Temos responsabilidade sobre nossa própria formação. Podemos orientar, conversar, mas não temos o poder de mudar ninguém. Nossa própria mudança depende apenas de nós mesmos, de nossa vontade e de nosso interesse em mudar.

O tempo e as novas experiências trazem muita sabedoria e conhecimento. Analise, com calma o que deve ser feito, qual a direção a seguir. Mantenha-se cuidadoso em manter sua boa energia. Faça uma prece para você e para os demais quando sentir em perigo ou em situações em que sua energia está se esvaindo. Cuide-se.

Rodolfo Nakamura
Texto originalmente publicado
em 03 de setembro de 2007
na versão anterior deste blog.

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