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limpeza | Via Peregrina

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Há duas semanas atrás, uma operação da prefeitura de São Paulo, chamada “Operação Cata-Bagulho” levou uma parte do que não era mais útil na minha casa. Haviam móveis velhos, madeiras infestadas de cupim. Duas semanas depois, saíram mais alguns móveis que não me pertenciam, mas que estavam guardados “de favor” aqui, em casa.

Esta mudança foi muito significativa. Sentia que aquele caminhão de coisas estava estagnando a minha vida. Desde que foi decidido que tudo isso sairia, milagres aconteceram, mesmo que ainda não houvera sido definida a data.

Comecei a sentir uma energia mais vibrante, uma vontade maior de realizar. Passei a acordar mais disposto, e a vida começou a fluir mais rapidamente. Os negócios que dependiam de outras pessoas começaram a fluir. Os problemas, inclusive o que eu esperava fossem graves, foram resolvidos de maneira mais suave.

Hoje é o “day after” da retirada definitiva de tudo o que estava parado em minha casa e, principalmente, não me pertencia. Nesta mudança, tive que revirar tudo na minha casa. Confesso que esperava que a energia mudasse em um “click”, mas não mudou. A bagunça que restou ainda reflete na minha mente.

Agora há pouco, estava separando papéis úteis daqueles que perderam sua importância. Enquanto isso, deixei o computador trabalhar em tarefas autônomas que precisavam ser feitas e não haviam sido até então. Estou sentindo o ambiente mais leve, já reflexo da nova organização.

Ainda há muito trabalho pela frente. Mas, certamente, será compensador. Estou com força e energia para fazer tudo o que deixei para trás – além das novas tarefas que estão chegando.

E você? Como está a sua casa? Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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Em uma cidade como São Paulo, muitas vezes fica difícil pensar em desvencilhar de objetos, principalmente grandes, como móveis, sem que isso cause algum transtorno. Acaba sendo comum ver pelas ruas sofás, estantes e pedaços de madeira sendo jogados em terrenos baldios, praças públicas ou muros em ruas de pouco movimento.

Pois eu estava justamente com um problema desses, quando fiquei sabendo de uma tal “Operação Cata-Bagulho”, do qual nunca havia aproveitado. Sábado de feriado, logo cedo pulei da cama, para arrumar tudo. A previsão era passar às 9h30.

A rua estava tranquila, pouco movimento. Exceção à minha casa e a da minha vizinha, duas casas acima, que mais parecia estar fazendo uma mudança. E, de certa forma, estava mesmo.

Contagiado por esse espírito renovador, três vizinhos da frente também tiraram móveis velhos, eletrodomésticos sem valor e colocaram tudo nas calçadas. Um senhor, que trabalha com sucata – verdadeiro agente ambiental, ainda mais considerando nossa vida moderna – gentilmente pediu a todos uma permissão para aproveitar o que pudesse, o que foi concedido, sem dúvida.

Quando o caminhão chegou, os funcionários da prefeitura espantaram-se e até mesmo esboçaram uma reação inesperada – ficaram quase irritados, dizendo “Que é que isso? Só o que tem aqui dá um caminhão cheio!”.

Após terem ido embora, a sensação na rua era curiosa. Parecia que tudo havia ficado mais leve. Entrei dentro de casa, e o clima de renovação estava no ar. Senti-me muito feliz. Racionalmente, pela tarefa cumprida, pois já era um projeto quase antigo, limpar o depósito da casa e jogar fora o que não mais fazia sentido guardar. Mas, o sentimento de ar renovado persistiu, mesmo contemplando o chão da casa cheio de poeira, pela movimentação dos móveis velhos.

Pensei no sucateiro – que, assim como os funcionários da prefeitura e lixeiros, são agentes de saúde e do meio ambiente (pense a respeito, e verá como lhes devemos muito, mesmo em suas profissões sem muito valor em nossa sociedade) – e no benefício que ele teve hoje. O que não servia mais para nós, certamente terá uso para ele, que poderá, assim, desenvolver o negócio dele e sustentar a família que depende deste trabalho.

Terminei o dia esvaziando uma lata de tinta velha, aproveitando para pintar uma parede suja do quintal. Parede renovada, tinta utilizada, lata descartada. Tudo como deve fluir.

Ainda não sei o resultado de tudo isso. Mas, meu sentimento, minha intuição, é de que minha vida vai fluir melhor. A energia que estava parada e estancada em casa, já foi embora. O sentimento de renovação já está no ar.

Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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