Hoje tive uma conversa séria com alguém que gosto muito, mas que age de forma que, no mínimo, me deixa muito chateado. É uma forma de defesa, de atrair a atenção de outras pessoas e que – tenho uma certeza quase absoluta – não precisa de nada disso.

Fico pensando quantas vezes somos levados a agir de forma que não somos. Um pouco de dissimulação aqui, outro punhado lá e, de repente, vivemos uma vida que não é a nossa.

Isso pode ter duas consequências: ou nos acomodamos nesta situação, justamente porque é cômodo, porque obtemos alguma vantagem nesta situação, ou vivemos infelizes por não ser exatamente quem somos.

Observe que nada estou falando sobre ser quem você GOSTARIA de ser. Mas, certamente, você perceberá que falo sobre quem você DE FATO É.

Em uma caminhada de peregrinação, é muito comum a gente descobrir quem somos. Tem horas que a dificuldade de um é tão parecida com a de outro, que nada temos a esconder. Algum desconforto – ou mesmo dores -, cansaço, e tantas outras limitações ficam evidentes e, por ser algo comum a todos do grupo de peregrinos, deixa de ser importante. Portanto, deixamos de escondê-las.

Ao contrário, é muito comum as pessoas se solidarizarem, dividindo problemas e soluções. Nesta hora, da dificuldade, também baixamos um pouco a guarda e, na maioria das vezes, acabamos cedendo à receber ajuda.

“Caem as máscaras”, como costumo ouvir nas reuniões de peregrinos. Encontros, inclusive, que sempre é marcado pela espontaneidade, afetividade e honestidade. Todos estão felizes. Talvez – ou certamente? – pelo fato dos peregrinos poderem simplesmente ser quem são.

Como isso soa a você? O que sua voz interior está lhe dizendo? Já se viu em alguma situação parecida? Saiba que, para ser feliz, você não tem que TER felicidade. Basta ser. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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