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Uma troca de emails sobre minha outra face da minha vida – a atividade acadêmica, onde atuo como professor – e veio a inspiração para este texto. A questão era sobre uma eventual injustiça, ou, pelo menos, sobre um tratamento diferenciado (prejudicial, na visão do estudante) na avaliação da prova. O aluno, como a maioria de nós, procurava isentar-se de sua responsabilidade, atribuindo a mim um rigor exagerado na correção de seu teste.

Quando lhe perguntam qual é o sabor de uma maçã, não adianta descrever como é um abacaxi, qual sua textura, sabor, etc etc etc. Você tem que falar algo sobre maçãs.

Sobre abacaxis, você pode fazer um tratado sobre o pomar, estações do ano, como são distribuídos e até mesmo vendidos na feira, preparados e consumidos em casa. Será inútil.

E na sua vida, você tem visto maçãs como abacaxis? Suas respostas atendem o que a vida lhe pergunta?

Muitas vezes vemos o problema de nossas vidas no retorno que os outros nos trazem. Tudo o que queremos para nós provavelmente está sob nosso controle e ainda não temos consciência disso tudo.

Outro dia, pensava sobre uma oportunidade que perdi por causa de um atraso. “Não fosse aquele farol vermelho, aquele carro que não avançou o sinal e me prendeu por 5 minutos no cruzamento congestionado… eu não perderia o prazo por apenas 2 minutinhos”.

Na verdade, resignei-me. Não resmunguei. Lamentei. É fato. Mas somente pelo motivo de que aqueles dois minutinhos foram frutos de vários atrasos durante o dia. Foram decisões de privilegiar um momento em detrimento de outro. Atrasei-me. Mas não foi o fato isolado do carro da frente, no semáforo fechado. Foi cada um dos momentos desde a hora em que acordei, até chegar naquele instante.

De certa forma, se ganhamos ou perdemos, foi porque assim decidimos.

Você já se sentiu em uma das duas situações acima? O que sua voz interior lhe diz? Pense nisso. Até o próximo post!

Rodolfo Nakamura

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Hoje, recebendo os ensinamentos de Mestre I Ming, de quem, atualmente, sou discípulo de Feng Shui, fiz uma pequena reflexão sobre a Boa Sorte.

Estamos aprendendo como analisar os ambientes, procurando a harmonia, a partir dos ensinamentos milenares desta verdadeira arte chinesa, uma cultura imensa a ser descoberta por nós, ocidentais.

No entanto, ele nos comentou que, para que a consultoria realmente dar certo, toda a técnica que aprendemos representaria cerca de 20% de tudo o que podemos fazer, como consultores. Ele traçou isso de forma bastante simbólica e simplista, uma vez que, divididos em cinco itens, que eu chamaria de “fatores críticos de sucesso” (termo emprestado da Administração de Empresas), o Feng Shui seria apenas um dos itens. Os demais são:

  • Pré-destino: definidos a partir da data, hora e local de nascimento. Há uma série de fatores relacionados ao estudo astrológico (tanto chinês quanto ocidental) que influenciam nossa vida. É nosso pré-destino, que, conhecido, pode ser vivenciado ou adaptado à nossas escolhas. A partir do pré-destino, fazemos nossos estudos de Feng Shui, procurando a “cura”, ou harmonização com essas tendências de nossa vida.
  • Imponderável: esse é o nome que eu estou emprestando de outras técnicas. Trata-se, basicamente, de fatores que não temos controle, como decisões no âmbito macro (política e economia do país, por exemplo) ou mesmo das intempéries e eventos naturais.
  • Causa e Efeito: ao tratar o ambiente, temos também que ter consciência de que os efeitos que temos em nossa vida muitas vezes são frutos de nossas escolhas e, principalmente, de nossas ações. É preciso estar atento a uma atitude coerente com a harmonização que desejamos em nossa vida. Vibrar em alta, buscando sintonia com os mais elevados sentimentos que regem nossa vida.
  • Esforço pessoal: trata-se de toda série de estudos, trabalhos e atividades que cada um realiza para atingir seus objetivos.

Para o texto de hoje, eu gostaria de chegar nesse ponto e refletir. De nada adianta ler, ter boas intenções, sintonizar-se com o alto astral. Deve-se EMPENHAR-SE, agir com esforço pessoal para atingir seus objetivos. Esse é o principal ensinamento que ficou para mim, hoje.

Na caminhada, além de bons equipamentos, informações, preparação física e mental, é preciso dedicação, esforço e empenho. Munidos destes elementos, seguimos tranquilamente para onde desejamos chegar.

Pense nisso, leia, escute seu eu interior. Sinta a mudança em sua vida! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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