Warning: ob_start(): non-static method wpGoogleAnalytics::get_links() should not be called statically in /home/viapereg/viaperegrina.com.br/home/home/wp-content/plugins/wp-google-analytics/wp-google-analytics.php on line 259
escolha | Via Peregrina

Entries tagged with “escolha”.


Uma troca de emails sobre minha outra face da minha vida – a atividade acadêmica, onde atuo como professor – e veio a inspiração para este texto. A questão era sobre uma eventual injustiça, ou, pelo menos, sobre um tratamento diferenciado (prejudicial, na visão do estudante) na avaliação da prova. O aluno, como a maioria de nós, procurava isentar-se de sua responsabilidade, atribuindo a mim um rigor exagerado na correção de seu teste.

Quando lhe perguntam qual é o sabor de uma maçã, não adianta descrever como é um abacaxi, qual sua textura, sabor, etc etc etc. Você tem que falar algo sobre maçãs.

Sobre abacaxis, você pode fazer um tratado sobre o pomar, estações do ano, como são distribuídos e até mesmo vendidos na feira, preparados e consumidos em casa. Será inútil.

E na sua vida, você tem visto maçãs como abacaxis? Suas respostas atendem o que a vida lhe pergunta?

Muitas vezes vemos o problema de nossas vidas no retorno que os outros nos trazem. Tudo o que queremos para nós provavelmente está sob nosso controle e ainda não temos consciência disso tudo.

Outro dia, pensava sobre uma oportunidade que perdi por causa de um atraso. “Não fosse aquele farol vermelho, aquele carro que não avançou o sinal e me prendeu por 5 minutos no cruzamento congestionado… eu não perderia o prazo por apenas 2 minutinhos”.

Na verdade, resignei-me. Não resmunguei. Lamentei. É fato. Mas somente pelo motivo de que aqueles dois minutinhos foram frutos de vários atrasos durante o dia. Foram decisões de privilegiar um momento em detrimento de outro. Atrasei-me. Mas não foi o fato isolado do carro da frente, no semáforo fechado. Foi cada um dos momentos desde a hora em que acordei, até chegar naquele instante.

De certa forma, se ganhamos ou perdemos, foi porque assim decidimos.

Você já se sentiu em uma das duas situações acima? O que sua voz interior lhe diz? Pense nisso. Até o próximo post!

Rodolfo Nakamura

  • Share/Bookmark

O título deste post é bastante óbvio. Afinal, nada mais comum do que a gente ouvir ou sentir que é importante dar valor ao que temos. Na verdade, o assunto aqui é um pouco diferente. A idéia é falar justamente sobre as coisas que se é ou que se tem.

Sinceramente, eu nunca tive medo de perder alguma coisa. Talvez porque antes eu tivesse tudo o que quisesse, mas não fosse suficientemente feliz ou, antes, a felicidade não viesse associada às conquistas.

Estou tocando no assunto felicidade, porque é justamente algo que conquistei recentemente. Uma situação nova em minha vida – que na verdade resultaram em mudanças, mudanças e mudanças – revelou um “eu” que estava adormecido, perdido no implacável avanço do tempo e do crescimento.

Conforme a vida vai passando, vamos criando nossas defesas, buscando sobreviver ao ambiente e pessoas que nos cercam. Vamos moldando nosso comportamento criando um personagem que está se adequando a estas situações.

Quando confiamos na benevolência e na abundância do Universo, colocando nossa fé a serviço de nossos objetivos, nossas escolhas podem nos levar a um momento muito compensador. Pois, na dificuldade, tudo o que eu consegui fazer foi justamente pedir, com muita disposição e confiança, o que eu precisava para minha vida.

Dia desses, olhando para os novos móveis da minha nova casa, tive a clara percepção de que tudo ali era familiar, e já estava pronto antes mesmo de eu estar lá. Nitidamente eu estava lá muito antes de tudo acontecer.

Nada relacionado à premonição, vidência ou coisas do tipo. Na verdade, a sensação de estar no lugar certo e na hora exata daquele momento, mas estar mesmo, pleno de si, trouxe-me a energia de perceber o momento presente. Então, vi que, cada um dos momentos que tenho passado nesta realidade – que é minha nova casa – me traz a paz de espírito que só no momento presente somos capazes de vivenciar.

Em outras palavras, tenho vivido intensamente. Tenho estado muito emocionado quando avalio este estado de espírito. Mas, como não se emocionar percebendo que a felicidade tão esperada e tão sonhada tem sido constante neste movimento?

Não inveje. Busque o seu momento. Esteja aqui. Esteja agora. Seja neste momento, onde você está. Sinta o que lhe rodeia, respire fundo. Ouça cada barulho, e saiba que, agradável ou não, são suas escolhas que o conduziram até aqui, neste momento. Portanto, ouça. Só pode ser agradável, porque é sua escolha, o mundo que você desejou estar neste momento. Olhe em volta. Procure a beleza onde nunca tinha percebido antes.

Adquira a coragem que precisa, agora, neste instante. Inspire. A partir deste instante, suas escolhas o levarão para onde você quer ir. Comece já. Olhe. Respire. Ouça seu coração bater mais forte. Pense nisso, até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

  • Share/Bookmark