Olá, amigos! Estou de volta.

Estava tentando alterar a versão do sistema, mas deu muito problema. Então, resolvi começar tudo de novo. Mas, tenha certeza, tudo está guardadinho, em cópias de segurança!

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Hoje tive uma aula interessante com o Miguel Carcavilla e a Suely Nishimura. Eles tocaram em um assunto interessante, que vou ilustrar com a estorinha que o Miguel nos contou.

Ele se posicionou em pé, no meio da sala e pediu para descrevêssemos como nos parecia em termos de equilíbrio. Todos, sem julgamentos, apenas com os canais descritivos à flor da pele, concluímos que ele encontrava-se em perfeito equilíbrio.

Então, ele pediu para que lhe empurrassem. O que foi feito, sem muita força. Então, seu corpo movimentou-se, a perna direita indo um pouco para frente. Na nova posição, ele pediu para que descrevêssemos o que acabáramos de ver.

– Você estava em equilíbrio, a Suely lhe empurrou, causando um desequilíbrio. Então, você deu um passo à frente, com a perna direita, restabelecendo seu equilíbrio, mantendo-se em pé.

– Muito bem! Agora, vejam o seguinte. Se eu permanecer muito tempo assim, vou me cansar, então tenho que voltar à posição anterior, em que o equilíbrio era mantido com os pés um ao lado do outro… certo?

– Certo! – concordamos todos.

– Mas, vamos ver de outro modo – continuou Miguel – Se o empurrão fosse bem mais forte, talvez eu precisasse de mais passos para me equilibrar e, talvez não fosse suficiente. Ou seja, talvez eu não estivesse preparado o suficiente para me manter em equilíbrio com um empurrão mais forte e, neste caso, o tombo é inevitável.

Entendemos todos que nossa missão é nos prepararmos sempre para novos desafios. Manter-se em pé não é necessariamente fácil, embora seja uma idéia simples.

– Outro aspecto interessante – continuou o professor – O que é o caminhar? Vamos ver o que é um passo. Neste caso, saímos de uma posição de equilíbrio, causamos em nós mesmos um leve desequilíbrio, levando uma de nossas pernas à frente, depois de firmar a primeira, trazemos a outra perna alinhando os pés e, novamente,  podemos alcançar a posição de equilíbrio. Veja bem, caminhando, essa sequência equilíbrio-desequilíbrio ocorre e nos impulsiona para a frente.

Concluímos, então, que em equilíbrio, muitas vezes ficamos parados e, na maioria das vezes, é o desequilíbrio que nos faz movimentar. Isso nos faz entender porque nossa vida é assim tão agitada. Todos sabemos que não viemos em férias, mas para aprender e nos desenvolver.

Então, que o desequilíbrio necessário seja suficiente para nos conduzir adiante e que, sempre, consigamos alcançar algum equilíbrio, para manter nossas conquistas!!

Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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