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bênção | Via Peregrina

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Ano passado, ocorreu um aborrecimento. Estava no trabalho e recebi um telefonema. Era o banco confirmando operações financeiras. Como eu não reconheci o último débito, concluiu-se que meu cartão magnético havia sido clonado. Confere-se documentos, tirados da carteira. Correria. Alguém me chamou naquele ambiente público. Esqueci a carteira sobre a mesa.

Quando me dei conta, várias horas já haviam passados. Esperanças vãs de que a carteira estivesse dentro do carro, ou ainda que fosse possível encontrá-la em algum lugar, não se confirmaram. A carteira foi furtada.

O que me deixou chateado é que trabalho em uma instituição de ensino de nível superior. Circulam técnicos, professores e alunos no laboratório. Alguém encontrou minha carteira – e não entregou a ninguém, nem à segurança da instituição.

Falta, no país, a cultura da honestidade. Tanto é verdade que, quando alguém encontra documentos ou dinheiro e procura entregá-lo ao verdadeiro proprietário do bem, sai até no noticiário, em rede nacional, no horário de maior audiência. Ser honesto deveria ser normal.

Chateação à parte, fui atrás do prejuízo. Providencei todos os documentos e a vida segue.

Pensando bem, minha carteira de identidade, embora em bom estado, era muito velha. Precisava fazer uma nova via, com foto nova. Até a assinatura já era outra. A carteira de motorista precisava atualizações. Eu estava protelando. Então, tinha mesmo que renovar. E assim foi, com vários documentos e cartões de banco. Ou seja, precisava de um empurrãozinho.

Também me chamou a atenção para  a necessidade de valorizar o dinheiro e tudo que estava na carteira. Outro fato é que eu havia passado, por aqueles dias, por vários pequenos sustos. Depois do furto, senti que alguma energia que me acompanhava, mudou de endereço. Não estava mais comigo. Analisando melhor, acho que foi uma bênção. Apesar do transtorno, tive uma quebra no ritmo de vida que foi providencial.

Passado mais de um ano, olhando para trás, vejo o quanto minha vida melhorou desde então. Apenas notícias boas e grandes problemas resumindo-se a providenciais soluções. Agradeço todos os dias que essa energia mudou. Talvez tenha sido naquela noite.

Como você se sente quando pequenos aborrecimentos visitam a sua vida? Já parou para escutar a sua voz interior que está querendo dizer algo? Uma pausa, uma renovação, talvez? Veja que tudo, na vida, tem vários pontos de vista. Há males que vem para bem. Pense nisso. Até a próxima semana.

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Nesta semana, passei uma atividade em sala de aula, como um exercício, que vou compartilhar com vocês. A idéia é detectar sinais de que a vida está no curso certo. Sugiro a você que repita a mesma experiência deles.

Pedi aos alunos que indicassem um grande objetivo na vida deles. Em seguida, que apontassem, ao menos três aspectos positivos – simbolizados por sinais da vida que lhe indicassem que estão no caminho certo – e ao menos três outros (negativos) que indicassem que estão precisando de novas alternativas.

Veja que nesta pequena pausa, os alunos tiveram a oportunidade de pensar em suas próprias vidas. Algo que, na correria dos dias atuais, está se tornando cada vez mais difícil de ser feito. “Porque, por qual causa, estou lutando pessoalmente?” – é a pergunta a ser respondida.

Abraham Maslow, em seu difundido artigo sobre a Teoria da Motivação Humana, fala de cinco níveis de necessidades humanas: fisiológicas, de segurança, afeto e relacionamento social, reconhecimento e realização pessoal. Sua definição para este último item é simples e direto: quando estamos fazendo o que acreditamos que é o que sabemos e queremos fazer -nossa missão -, é que há o sentido de realização.

Alguns alunos não conseguiram listar 3 aspectos positivos ou 3 negativos. Outros, conseguiram muito de um aspecto e pouco de outro e assim por diante. A análise desta quantidade – que era uma meta e não uma obrigatoriedade – é a medida de quão próximos estamos da nossa felicidade. Afinal, quer definição melhor para este sentimento do que a realização pessoal?

O que houve com a sua lista? Equilíbrio? Bom. Quer dizer que está caminhando pelo curso natural da vida. Há mais sinais de caminho certo? Ótimo. Quer dizer que está caminhando para sua realização. Agradeça. Tenha uma atitude de gratidão. Mais sinais positivos surgirão.

Por outro lado, existem mais sinais “negativos”? Então, vamos ver novos caminhos a serem tomados. Observe que, na realidade, não existe caminho errado, ruim, ou nada que lhe possa levar para baixo. Esqueça isso. Há caminhos diferentes que nos levam a outros objetivos – que não necessariamente são os nossos. São oportunidades de crescimento que se abrem diante de nós.

Analise que, durante esses passos que estão momentaneamente nos distanciando do objetivo, há uma série de novos conhecimentos e experiências a enriquecer nossa vida. Nem que sejam exatamente para nos dizer que o caminho da felicidade é outro.

Caso seja esse o diagnóstico, novas alternativas devem ser consideradas. Talvez falte prestar atenção nos sinais. Talvez um deles, que ignoramos, nos desviou de nosso alvo. Talvez estejam todos lá e sequer nos damos conta. Sempre há alternativas. O Universo é abundante de oportunidades e, sempre,
Ele está nos sinalizando que há uma nova possibilidade para retornarmos à nossa rota.

Valorize o caminho percorrido. É uma experiência sua e que, pode ser, seja uma bagagem necessária para quando estiver no rumo certo. Acredite na abundância e na prosperidade do Mundo.

Observe também sua comunicação. Você está tendo o retorno desejado? A vida lhe responde como deseja? Não? Então vamos analisar o que e, principalmente, como estamos pedindo. E esteja atento ao seu pedido: ele poderá ser atendido!

Comunique-se corretamente com o Divino. Ele responderá. Pense nisso. Sinta a energia que lhe enche de entusiasmo. Veja os sinais do caminho. Ouça sua voz interior. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Os carnavais têm marcado minha “carreira” peregrina. Afinal, a primeira peregrinação a pé foi em 2004 justamente nesta época. O que houve de especial foi o fato de Dona Meire, minha mãe, realizá-lo para comemorar 70 anos, justamente neste evento.

Um ano depois, eu estava neste período pedalando pela Estrada Real. No ano seguinte, caminhando, pela primeira vez com Nelson, meu irmão, pelo Caminho da Luz. No ano seguinte, resolvi passar o ano novo – e não o carnaval – caminhando novamente com Dona Meire, pelo Caminho da Fé. Ano seguinte, pelo Caminho da Paz, na Bahia e finalmente ano passado, no Caminho dos Anjos.

Ano passado, no Caminho dos Anjos, viajei com uma dúvida. Talvez a Talita estivesse grávida. Confesso que o momento, racionalmente, não era o melhor para que isso acontecesse. Por isso, havia um pouco de preocupação com a nova situação.

No primeiro dia, como não poderia deixar de ser, eu caminhava pensativo. Como seria a minha vida, caso a gravidez fosse confirmada? Quais seriam as mudanças? O que deveria fazer daquele momento em diante?

Então, senti que meu anjo de guarda veio conversar comigo.

– Rodolfo, se você quiser, de fato, que isto não aconteça, peça com fé e o bebê não nascerá. Naturalmente será abortado.

Você deve estar pensando que esse não é propriamente uma conversa que um anjo da guarda deveria ter com seu protegido.

– Não… eu não consigo pedir isso. Isto está fora de questão – ponderei. E o anjo calou-se.

Mais algumas horas de caminhada. Naqueles momentos em que a meditação ocorre naturalmente, imposto pelo ritmo da caminhada, novamente ele voltou à tona.

– Rodolfo, para resolver esses problemas todos, continuar tudo como está, basta pedir com fé e Ele resolverá tudo para você.

– Eu não consigo pedir isso. Eu não quero pedir isso. – respondi novamente, depois de um breve período de meditação.

Outra vez, desviei a atenção para o caminho, para a paisagem e o pensamento logo viajou para outras questões. No entanto, o que parecia ser um problema na minha vida, visitava toda hora meus pensamentos. Então, novamente o anjo voltou a conversar comigo.

– Rodolfo, você se lembra da igreja da Imaculada Conceição, em Baependi (cidade onde começa o Caminho dos Anjos)? E a história de Nhá Chica?

– Lembro-me, sim. Ela era uma pessoa muito simples e humilde e que ajudava as pessoas a alcançarem graças por meio de suas preces.

– Pois é. O que ela respondai quando perguntavam a ela como conseguia os milagres?

– Dizia: “Isto acontece porque peço com fé” – respondi.

– Pois então, meu amigo. Você está no Caminho dos Anjos. Peça com fé e o bebê naturalmente deixará o útero de sua mulher. Ela sentirá uma forte cólica e, pouco tempo depois, tudo estará resolvido.

– Anjo querido, eu NÃO posso pedir isso. Se for uma vontade do Pai, eu aceitarei. Mas EU pedir isso? Não. Eu não posso, eu não devo, eu não quero pedir. Isto está fora de questão – respondi, com vontade definitiva.

– Então, meu querido, a partir de agora, pare de pensar que tudo isso é um problema atrás de outro. PASSE A AGRADECER. – disse-me meu Anjo de Guarda, com toda a felicidade que pude sentir.

Imediatamente tudo mudou de cores. A cada momento que eu lembrava de como Deus tem sido generoso comigo, agradecia. Certamente, se estava acontecendo na minha vida, deveria ser uma bênção e não motivo de preocupação.

Hoje, um ano depois, agradeço a Deus por todas as graças a mim concedidas. Miguel Nakamura é um anjo. Uma bênção que me faz feliz a todo momento. Basta pensar nele, lembrar-me de seu sorriso.

E você? Já esteve em dúvida com relação à sua vida? Como se sentiu naquele instante? O que seu coração disse? Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Outro dia, analisava a palavra “perdoar” e também como as palavras trazem, em si, significados importantes na nossa vida. Sexta-feira passada, em um grupo de treinamento em programação neuro-linguística, eu me lembrei da palavra gratitude que me chamou a atenção em um filme.

A palavra, assim grafada, está em inglês. Literalmente traduzido, significa “gratidão”. No entanto, para mim, tem um sentido especial grafá-la em inglês e estudar a idéia que ela pode traduzir quando lido em português.

Gratidão + Atitude

Foi a idéia que me veio à mente. A atitude de ter gratidão, de ser grato. Analisando nossas vidas, com o olhar e atenção voltados ao que temos a agradecer, vamos começar a ver quantas oportunidades temos, no dia a dia, em agradecer. São pequenas bênçãos que nos passam em branco, que não aproveitamos para reconhecer a bondade do Universo em nossas vidas.

Um quase acidente. Um sorriso gratuito. Um aceno de criança no banco de trás do carro à frente, que mudou nosso dia cinzento. Ter chegado atrasado a um evento e perceber que pouco se perdeu, mas muito se ganhou de uma forma ou de outra. Enfim. Você tem condições, a todo momento, de reconhecer esses pequenos momentos em que caberiam uma atitude grata.

Mas, lembre-se, você tem que doar, gratuitamente (gratidão), esse sentimento. Tem que vir diretamente do seu coração. Tem que ir além das palavras “eu sou grato por…”. Tem que vir do seu sentimento.

Saiba que, quanto mais agradecer, mais terá a agradecer em sua vida. O mundo precisa dessa renovação, desta ação que deixa tudo novo, de novo. Contamos com sua GRATITUDE.

Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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