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amor | Via Peregrina

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Os carnavais têm marcado minha “carreira” peregrina. Afinal, a primeira peregrinação a pé foi em 2004 justamente nesta época. O que houve de especial foi o fato de Dona Meire, minha mãe, realizá-lo para comemorar 70 anos, justamente neste evento.

Um ano depois, eu estava neste período pedalando pela Estrada Real. No ano seguinte, caminhando, pela primeira vez com Nelson, meu irmão, pelo Caminho da Luz. No ano seguinte, resolvi passar o ano novo – e não o carnaval – caminhando novamente com Dona Meire, pelo Caminho da Fé. Ano seguinte, pelo Caminho da Paz, na Bahia e finalmente ano passado, no Caminho dos Anjos.

Ano passado, no Caminho dos Anjos, viajei com uma dúvida. Talvez a Talita estivesse grávida. Confesso que o momento, racionalmente, não era o melhor para que isso acontecesse. Por isso, havia um pouco de preocupação com a nova situação.

No primeiro dia, como não poderia deixar de ser, eu caminhava pensativo. Como seria a minha vida, caso a gravidez fosse confirmada? Quais seriam as mudanças? O que deveria fazer daquele momento em diante?

Então, senti que meu anjo de guarda veio conversar comigo.

– Rodolfo, se você quiser, de fato, que isto não aconteça, peça com fé e o bebê não nascerá. Naturalmente será abortado.

Você deve estar pensando que esse não é propriamente uma conversa que um anjo da guarda deveria ter com seu protegido.

– Não… eu não consigo pedir isso. Isto está fora de questão – ponderei. E o anjo calou-se.

Mais algumas horas de caminhada. Naqueles momentos em que a meditação ocorre naturalmente, imposto pelo ritmo da caminhada, novamente ele voltou à tona.

– Rodolfo, para resolver esses problemas todos, continuar tudo como está, basta pedir com fé e Ele resolverá tudo para você.

– Eu não consigo pedir isso. Eu não quero pedir isso. – respondi novamente, depois de um breve período de meditação.

Outra vez, desviei a atenção para o caminho, para a paisagem e o pensamento logo viajou para outras questões. No entanto, o que parecia ser um problema na minha vida, visitava toda hora meus pensamentos. Então, novamente o anjo voltou a conversar comigo.

– Rodolfo, você se lembra da igreja da Imaculada Conceição, em Baependi (cidade onde começa o Caminho dos Anjos)? E a história de Nhá Chica?

– Lembro-me, sim. Ela era uma pessoa muito simples e humilde e que ajudava as pessoas a alcançarem graças por meio de suas preces.

– Pois é. O que ela respondai quando perguntavam a ela como conseguia os milagres?

– Dizia: “Isto acontece porque peço com fé” – respondi.

– Pois então, meu amigo. Você está no Caminho dos Anjos. Peça com fé e o bebê naturalmente deixará o útero de sua mulher. Ela sentirá uma forte cólica e, pouco tempo depois, tudo estará resolvido.

– Anjo querido, eu NÃO posso pedir isso. Se for uma vontade do Pai, eu aceitarei. Mas EU pedir isso? Não. Eu não posso, eu não devo, eu não quero pedir. Isto está fora de questão – respondi, com vontade definitiva.

– Então, meu querido, a partir de agora, pare de pensar que tudo isso é um problema atrás de outro. PASSE A AGRADECER. – disse-me meu Anjo de Guarda, com toda a felicidade que pude sentir.

Imediatamente tudo mudou de cores. A cada momento que eu lembrava de como Deus tem sido generoso comigo, agradecia. Certamente, se estava acontecendo na minha vida, deveria ser uma bênção e não motivo de preocupação.

Hoje, um ano depois, agradeço a Deus por todas as graças a mim concedidas. Miguel Nakamura é um anjo. Uma bênção que me faz feliz a todo momento. Basta pensar nele, lembrar-me de seu sorriso.

E você? Já esteve em dúvida com relação à sua vida? Como se sentiu naquele instante? O que seu coração disse? Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Hoje é um dia especial para falar no tema. Afinal, depois do domingo de Páscoa, em que refletimos sobre a morte e ressureição do Grande Mestre, ou antes disso, a comemoração judaica do êxodo dos israelitas do Egito, no reinado do faraó Ramsés II.

Analisando as duas passagens, podemos focar na passagem de Jesus da morte para a vida e, no caso dos israelitas, e da escravidão para a liberdade.

É neste ponto que comecei a pensar sobre o tema de hoje. Sobre a transformação libertadora e vivificante do perdão.

Gosto muito de pensar na própria palavra como chave para compreender a idéia que está por trás do conceito. “Perdoar”, do latim “perdonare”, ou mesmo em inglês “forgive”, transmitem sempre a mesma idéia: “para doar”. Ao me dar conta disso, foi impossível não lembrar de uma das derradeiras frases do Mestre, “Perdoa-lhes Pai, eles não sabem o que fazem”.Ele se foi para que seu próprio sacrifício libertasse toda a humanidade. E foi esse seu último pedido. Dê-lhes a liberdade.

Finalmente, pensar na ação libertadora que é perdoar ao próximo. Em compreender a falha alheia, em saber que a outra pessoa agiu daquela forma porque era o melhor que poderia fazer naquele momento.

Na maioria das vezes, é difícil imaginar que causar mágoa, ferir alguém de algum modo, ou até prejudicá-la é o melhor que se pode fazer. No entanto, é preciso ver o que está por trás daquele momento – as fraquezas, limitações, falta de consciência, emergências, ou tantos outros fatores que resultaram naquela experiência.

Pode ser que você tenha que digerir uma situação ruim. Faça-o, decompondo, desconstruindo todas as partes. Mas, simplesmente descreva, objetivamente, sem emoção, toda a cena e tente compreender o ambiente, o momento imediatamente anterior. Veja as hipóteses possíveis. Verá que surgirá a compreensão do que houve. Perceberá que, de fato, a ação foi, na essência, bem intencionada, mesmo que tenha causado algum estrago.
Perdoar certamente não corrigirá todos os problemas. NÂO mudará o passado. Mas permitirá uma nova leitura do que houve e, principalmente libertará sua vida e seus pensamentos para sua felicidade agora e para um novo futuro.

Dê sua compreensão. Faça fluir a energia amorosa que, em seu íntimo, foi feito PER DOARE. Perdoa. Inclusive, a si mesmo. Dê esse sentimento para todos em sua vida e receberá de volta a energia restauradora e construtiva de que tanto precisas para viver… e prosperar.

Pense nisso! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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