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Posts Regulares | Via Peregrina

Posts Regulares


Viva pensando na alegria que você merece e que transmite a todos que te cercam – e que lhe devolvem em dobro; no que você se propõe a viver (propósito) e na coragem que tem para enfrentar todas as situações.

Confia que há algo muito especial aguardando você. Tenha paciência, preste atenção em todos os sinais. Se não são agradáveis, é a indicação de que você se desviou do seu destino. Se for agradável, está no caminho de sua felicidade.

Lembre-se: a vida caminha para frente, sempre. Seja feliz.

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Olá, meus amigos. Depois da tempestade, vem a bonança, já diziam. Pois, depois que a chuva passou, apertei os passos e levei adiante antigos projetos que estavam em ritmo mais lento do que eu gostaria que estivessem. Por isso, minha pausa no blog – que, embora seja um grande prazer, tive que deixar um pouco escondidinho na mochila.

Mas, veja só. O ritmo alucinante cobrou seus efeitos. Há mais de dez dias estou parado, por conta de uma virose. Varicela. Sim, doença de criança, a tal da catapora, engrossando as estatísticas de um surto de inverno no estado paulista.

Uma amiga minha ligou-me para solicitar um trabalho. Terapeuta, já foi logo dizendo: vírus? pode ter certeza que está relacionado à irritação. Agora, se é por uma doença típica de criança… então, obviamente, esse seu sentimento de irritação é algo que lhe remete à infância.

Pois é. Irritadiço, estressado, fazendo trabalhos a contragosto. Sentia-me assim, como uma criança sendo contrariada. Aí, para somatizar, foi um pulo. Foi uma pausa necessária, embora angustiante. Foram mais de dez dias sem ver meu filho a não ser por fotos que estão por todos os lados. Minha mulher vem me visitar – estou hospedado na casa de minha mãe… olha aí novamente a questão da infância manifestando-se!

Mas foi bom. Assim, pude pensar um pouco mais e voltar a escrever no Via Peregrina. Foi um grande prazer estar de volta, ainda mais neste dia tão importante – o das eleições!

Obrigado por manter a audiência do site. Até logo mais!

Rodolfo Nakamura

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Depois que uma tempestade passou, ainda fica uma leve brisa fria no ar, lembrando a tormenta que passou. É hora de caminhar mais rápido, embora o chão molhado ainda cause uma certa dificuldade.

A paisagem é diferente. Quase sempre o céu ainda está nublado. Mas as cores, ah, estas estão vibrantes, talvez por causa do brilho das gotas em cada pedacinho de chão, ou em cada folha das árvores que ainda sacolejam com o vento.

É hora de precaver-se. A lama ainda é escorregadia e a estrada só se tornará um piso seguro após estar seco – parece óbvio, mas não é. Então, é preciso calma e paciência. Tem horas que será preciso tirar a lama debaixo dos pés. Durante a chuva, isso nem importava. As águas tratavam de limpar a sola, enquanto caminhávamos. Mas, agora, é um trabalho adicional. Livrar-se do peso das passadas sobre a terra molhada.

Assim também é na vida. Após uma tempestade, ou uma chuva que seja, que é diferente do desejado dia feliz, cheio de luz, brilho e alegria do sol, é hora de caminhar com mais paciência e firmeza. Os primeiros passos devem ser corajosos, e seguir adiante é sempre necessário.

Há mais de um mês atrás eu contava para vocês que um período desses havia acabado de passar pela minha vida. E, por isso, eu também tive que me ausentar um pouco daqui destas páginas. Prestar atenção nos próximos passos, lembrando que a água ainda estava misturada à terra, o que poderia ser um perigo para minhas andanças.

Mas, como a água é necessária e ela é fonte da vida, é preciso compreender que a chuva, ou mesmo uma tempestade, é necessária para manter o fluxo natural, a ordem do mundo. Da mesma forma, em nossas dificuldades, que sempre são momentos de aprendizagem e fortalecimento de nossa alma e espírito.

E você? Como está se sentindo frente às dificuldades que tem pela frente? Consegue ouvir seu anjo de guarda dizendo que é forte o suficiente para suportar tudo o que lhe é imposto pela vida? Segue confiante. Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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Hoje tive uma conversa séria com alguém que gosto muito, mas que age de forma que, no mínimo, me deixa muito chateado. É uma forma de defesa, de atrair a atenção de outras pessoas e que – tenho uma certeza quase absoluta – não precisa de nada disso.

Fico pensando quantas vezes somos levados a agir de forma que não somos. Um pouco de dissimulação aqui, outro punhado lá e, de repente, vivemos uma vida que não é a nossa.

Isso pode ter duas consequências: ou nos acomodamos nesta situação, justamente porque é cômodo, porque obtemos alguma vantagem nesta situação, ou vivemos infelizes por não ser exatamente quem somos.

Observe que nada estou falando sobre ser quem você GOSTARIA de ser. Mas, certamente, você perceberá que falo sobre quem você DE FATO É.

Em uma caminhada de peregrinação, é muito comum a gente descobrir quem somos. Tem horas que a dificuldade de um é tão parecida com a de outro, que nada temos a esconder. Algum desconforto – ou mesmo dores -, cansaço, e tantas outras limitações ficam evidentes e, por ser algo comum a todos do grupo de peregrinos, deixa de ser importante. Portanto, deixamos de escondê-las.

Ao contrário, é muito comum as pessoas se solidarizarem, dividindo problemas e soluções. Nesta hora, da dificuldade, também baixamos um pouco a guarda e, na maioria das vezes, acabamos cedendo à receber ajuda.

“Caem as máscaras”, como costumo ouvir nas reuniões de peregrinos. Encontros, inclusive, que sempre é marcado pela espontaneidade, afetividade e honestidade. Todos estão felizes. Talvez – ou certamente? – pelo fato dos peregrinos poderem simplesmente ser quem são.

Como isso soa a você? O que sua voz interior está lhe dizendo? Já se viu em alguma situação parecida? Saiba que, para ser feliz, você não tem que TER felicidade. Basta ser. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Os pássaros, que há pouco estavam agitados, calam-se. Nuvens carregadas, vento. Chove forte. A paisagem é cinza. Frio. Há uma certa incerteza no ar, não temos como saber quando vai acabar nossa reclusão. Estar exposto à água fria, ao ar gelado que percorre todo o vale não parece ser uma boa idéia. Temos que nos prevenir, cuidar da saúde, autopreervação.

Raios cortam os céus, em espetáculo belo e aterrorizador. Como se quisesse dizer sobre a nossa pequenez. Trovões vão ficando cada vez mais fortes, ocorrendo em espaços cada vez menores entre um relampejo  e outro.

Vem a tormenta. O barulho das águas sobre o telhado é maior, agora. A intensidade aumenta. Os galhos das árvores balançam nervosamente, em movimentos tortuosos e quase sofridos. Escurece.

Mas, subitamente, o barulho da água vai diminuindo. A claridade começa a voltar. As árvores acalmam-se, pois já não precisam resistir ao vento. Rapidamente, tudo se transforma. O canto dos pássaros recomeça. Timidamente. Os trovões parecem vir distantes, como despedindo-se de uma visita. Como se fosse um lenço branco sendo acenado ao longe.

O sol volta a brilhar intensamente. O solo molhado é a única lembrança da tormenta que passou. O ar está mais limpo, varrido pelas rajadas rápidas, primas-irmãs da suave brisa que faz dançar os trigais em volta da casa.

O solo está preparado. As sementes haviam sido plantadas. Com as dificuldades, adubou-se a plantação. Logo a colheita virá, pois a água necessária chegou. Depois da tempestade, volta a calmaria. E depois desta, a felicidade. E, então, é tempo de preparar o solo novamente. Esse é o ciclo da vida. Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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Ontem eu conversava com um amigo – professor Eduardo Silva – e contava a ele coisas sobre caminhadas de peregrinação. Então, percebi o valor de um dos ensinamentos que é adquirido em uma jornada dessas.

Eu tenho a preferência de não agendar um grupo para peregrinar. Simplesmente entro em contato com a organização do caminho, vejo as datas disponíveis e lá vamos nós. Tem sido assim em todos os nove caminhos que já percorri. Se houver mais alguém no mesmo período – sempre aconteceu nas peregrinações a pé – muito bem. Senão, será uma jornada solitária – como ocorreu nas minhas três peregrinações de bike.

Mas, a idéia de hoje nem é falar das maravilhosas e instantâneas amizades que se forma. A idéia é falar sobre caminhar em grupo.

Muito bem. É hábito saudável todos tomarem o café da manhã juntos. A rotina é acordar, arrumar as mochilas, ir para o café da manhã, confraternizar, preparar as mochilas e partir. Quase sempre, saímos juntos. No entanto, ao longo do dia, cada um vai fazendo o seu ritmo do dia. Algumas vezes, acompanhamos uma pessoa especificamente, outras vezes, estamos com um outro amigo de caminhada e assim por diante.

Os ponteiros chegam, acomodam-se e depois aguardam os demais. Então, procede-se uma festa. Aos que aguardam, a alegria de ver o outro conquistar mais um trecho do trajeto, oferecendo sua solidária recepção. Aos que chegam, a felicidade de mais um objetivo cumprido e a receptividade do outro que lhe aguardava.

Com paciência e disciplina, todos chegam. Esse é o natural.  Os caminhos, sobretudo os do Brasil, são projetados com distâncias compatíveis e possíveis para uma gama enorme de nuances e níveis de peregrino.

Quando partimos, no primeiro dia, temos um objetivo. Sair hoje e chegar alguns dias depois e vários quilômetros à frente. Preferencialmente, inteiros! Mas, ao longo dos dias, fracionando o caminho, temos metas. Uma quantidade de quilômetros que deve ser percorrida preferencialmente naquele dia (!). Afinal, ninguém deseja passar a noite ao relento ou em algum lugar que não estava programado.

Para cumprir as metas do dia, cada um faz seu ritmo. Uns mais lentos, outros mais velozes. Mas todos chegam, afinal.

Como você aplicaria isso a sua vida? Conseguiu visualizar alguma situação na sua vida pessoal ou profissional em que as metas devem ser atingidas em conjunto com outras pessoas? Sinta que é possível seguir, cada qual o seu ritmo, adequado às batidas do coração. Pense nisso! Até a próxima semana.

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Ano passado, ocorreu um aborrecimento. Estava no trabalho e recebi um telefonema. Era o banco confirmando operações financeiras. Como eu não reconheci o último débito, concluiu-se que meu cartão magnético havia sido clonado. Confere-se documentos, tirados da carteira. Correria. Alguém me chamou naquele ambiente público. Esqueci a carteira sobre a mesa.

Quando me dei conta, várias horas já haviam passados. Esperanças vãs de que a carteira estivesse dentro do carro, ou ainda que fosse possível encontrá-la em algum lugar, não se confirmaram. A carteira foi furtada.

O que me deixou chateado é que trabalho em uma instituição de ensino de nível superior. Circulam técnicos, professores e alunos no laboratório. Alguém encontrou minha carteira – e não entregou a ninguém, nem à segurança da instituição.

Falta, no país, a cultura da honestidade. Tanto é verdade que, quando alguém encontra documentos ou dinheiro e procura entregá-lo ao verdadeiro proprietário do bem, sai até no noticiário, em rede nacional, no horário de maior audiência. Ser honesto deveria ser normal.

Chateação à parte, fui atrás do prejuízo. Providencei todos os documentos e a vida segue.

Pensando bem, minha carteira de identidade, embora em bom estado, era muito velha. Precisava fazer uma nova via, com foto nova. Até a assinatura já era outra. A carteira de motorista precisava atualizações. Eu estava protelando. Então, tinha mesmo que renovar. E assim foi, com vários documentos e cartões de banco. Ou seja, precisava de um empurrãozinho.

Também me chamou a atenção para  a necessidade de valorizar o dinheiro e tudo que estava na carteira. Outro fato é que eu havia passado, por aqueles dias, por vários pequenos sustos. Depois do furto, senti que alguma energia que me acompanhava, mudou de endereço. Não estava mais comigo. Analisando melhor, acho que foi uma bênção. Apesar do transtorno, tive uma quebra no ritmo de vida que foi providencial.

Passado mais de um ano, olhando para trás, vejo o quanto minha vida melhorou desde então. Apenas notícias boas e grandes problemas resumindo-se a providenciais soluções. Agradeço todos os dias que essa energia mudou. Talvez tenha sido naquela noite.

Como você se sente quando pequenos aborrecimentos visitam a sua vida? Já parou para escutar a sua voz interior que está querendo dizer algo? Uma pausa, uma renovação, talvez? Veja que tudo, na vida, tem vários pontos de vista. Há males que vem para bem. Pense nisso. Até a próxima semana.

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Imagine que você já está caminhando há cerca de cinco horas, percorrendo desde as oito horas da manhã cerca de vinte quilômetros. O sol já está forte, afinal, são treze horas e estamos quase chegando à pousada, onde vamos descansar.

Este é o cenário de um dia de caminhada de peregrinação.

Agora, imagine que este dia é o sétimo de uma caminhada. E que, após uma curva, você se depara com uma imensa, longa e inclinada subida. Saiba que esse problemão não é raro em nossas viagens.

Resolvendo um problema

O provérbio chinês diz que “uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Esse é o primeiro conceito que você tem que ter na sua caminhada rumo à resolução de suas dificuldades. Caminhe, a passos curtos e lentos, na velocidade e na medida que você saiba ser possível seguir e, principalmente ir longe.

Vá com calma. Paciência é uma boa virtude em qualquer problema. Um passo de cada vez, prestando atenção à respiração e à cada passada – como você está se sentindo? Os músculos correspondem? A mente está descansada? Um passo de cada vez. Sinta o momento presente.

A terceira recomendação – sim, já foram duas – é olhar para o topo da subida no começo da empreitada. Tome consciência de onde está o seu objetivo. Depois, durante a subida, não olhe para lá. Símplesmente caminhe, como já dissemos. Em outras palavras, faça, com paciência, o que tem que ser feito. Não se ocupe (esteja DES-PRE-ocupado) com pensamentos sobre as dificuldades.

Caso não resista e olhe para cima. Isso vai lhe desanimar. Talvez o topo esteja mais longe do que você imaginava passo a passo. Como buscar nova motivação? Olhe para baixo. Veja o quanto progrediu e verá que é mais do que imaginava ser. Veja a paisagem – que, a esta altura, deve estar revelando-se para seus olhos. Respire. Absorva a energia do ambiente e sinta o momento presente. Sinta-se vivo.

Nestes passos, você chegará ao topo mais rápido do que imagina. Sem perceber, terá à sua frente o prêmio reservado somente àqueles que ousam subir a montanha – a paisagem do vale, o silêncio, a brisa suave. Sentirá o sabor da conquista, visto somente pelos que se enchem de coragem para enfrentar seus problemas. Ouvirá a voz interior cheia de satisfação, orgulho e, principalmente, realização e alívio.

Finalmente, aproveite o momento. Ele é seu. Resolver problemas, principalmente os grandes, faz parte das situações de maior satisfação pessoal – a da competência. Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Por: Paulo Coelho

Certa manhã, eu caminhava com um amigo argentino pelo deserto do Mojave, quando vimos algo brilhando no horizonte. Embora nosso destino fosse ir até um vale, mudamos nosso caminho para ver o que emitia tal brilho.

Durante quase uma hora, debaixo de um sol cada vez mais forte, nos dirigimos para lá – e só conseguimos descobrir o que era quando chegamos.

Era uma garrafa de cerveja, vazia. Devia estar ali há anos; a areia tinha cristalizado no seu interior.

Como o deserto já estava muito quente aquela hora, decidimos não ir mais até o vale.

Na volta, eu pensava: quantas vezes deixamos de seguir o nosso caminho, atraídos pelo falso brilho do caminho ao lado?

Mas pensava também: se eu não fosse até lá, como ia saber que era apenas um falso brilho?

Postado originalmente em: Paulo Coelho/G1, em 20/05/2010

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Quando a gente sai para uma jornada, seja ela qual for, uma nova visão de vida, um projeto profissional ou mesmo uma caminhada de peregrinação, temos o hábito de pensar em levar tudo o que achamos necessário para o sucesso da empreitada.

Antes de colocar tudo nessa mochila – a nossa “cabeça”, nossa mente,  que recheamos com emoções, sentimentos e pensamentos – é preciso parar e refletir.

Podemos classificar quase tudo o que é “necessário” em três categorias: SUPÉRFLUO  (pode ser descartado, sem prejuízo algum), IMPORTANTE (pode ser interessante em alguma situação) e ESSENCIAL  (sem eles, simplesmente NÃO há como seguir).

Na maioria das vezes, temos a sensação de estarmos vivendo somente no supérfluo ou até o importante, deixando de realizar tarefas ou de colecionar experiências ou objetos essenciais para nosso crescimento. Temos a sensação de perda, o que traz outros problemas para nossa saúde física e mental.

A pergunta, sempre é: “por que tenho que levar isso na minha mochila? É, realmente, essencial?”. Se o sentimento lhe responder “sim”, vá em frente. Se houver uma dúvida, no mínimo, classifique-o como importante ou supérfluo.

Escolha o seu dia e suas experiências. Veja, em sua vida, tudo o que, de fato é essencial para você. Assim, certamente, ela ficará mais leve. Agradeça, sempre. É uma forma de deixar para trása o peso que a consciência teima em deixar na nossa vida. Pense nisso. Sinta como está cheio de idéias a respeito de sua nova vida – a que começa agora, neste exato momento. Ouça sua voz interior! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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