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Didáticos | Via Peregrina

Didáticos


Imagine que você já está caminhando há cerca de cinco horas, percorrendo desde as oito horas da manhã cerca de vinte quilômetros. O sol já está forte, afinal, são treze horas e estamos quase chegando à pousada, onde vamos descansar.

Este é o cenário de um dia de caminhada de peregrinação.

Agora, imagine que este dia é o sétimo de uma caminhada. E que, após uma curva, você se depara com uma imensa, longa e inclinada subida. Saiba que esse problemão não é raro em nossas viagens.

Resolvendo um problema

O provérbio chinês diz que “uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo”. Esse é o primeiro conceito que você tem que ter na sua caminhada rumo à resolução de suas dificuldades. Caminhe, a passos curtos e lentos, na velocidade e na medida que você saiba ser possível seguir e, principalmente ir longe.

Vá com calma. Paciência é uma boa virtude em qualquer problema. Um passo de cada vez, prestando atenção à respiração e à cada passada – como você está se sentindo? Os músculos correspondem? A mente está descansada? Um passo de cada vez. Sinta o momento presente.

A terceira recomendação – sim, já foram duas – é olhar para o topo da subida no começo da empreitada. Tome consciência de onde está o seu objetivo. Depois, durante a subida, não olhe para lá. Símplesmente caminhe, como já dissemos. Em outras palavras, faça, com paciência, o que tem que ser feito. Não se ocupe (esteja DES-PRE-ocupado) com pensamentos sobre as dificuldades.

Caso não resista e olhe para cima. Isso vai lhe desanimar. Talvez o topo esteja mais longe do que você imaginava passo a passo. Como buscar nova motivação? Olhe para baixo. Veja o quanto progrediu e verá que é mais do que imaginava ser. Veja a paisagem – que, a esta altura, deve estar revelando-se para seus olhos. Respire. Absorva a energia do ambiente e sinta o momento presente. Sinta-se vivo.

Nestes passos, você chegará ao topo mais rápido do que imagina. Sem perceber, terá à sua frente o prêmio reservado somente àqueles que ousam subir a montanha – a paisagem do vale, o silêncio, a brisa suave. Sentirá o sabor da conquista, visto somente pelos que se enchem de coragem para enfrentar seus problemas. Ouvirá a voz interior cheia de satisfação, orgulho e, principalmente, realização e alívio.

Finalmente, aproveite o momento. Ele é seu. Resolver problemas, principalmente os grandes, faz parte das situações de maior satisfação pessoal – a da competência. Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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por José Palma

Esta é uma questão que sempre vem à tona, e constantemente me pergutam. Diversas vezes tive a oportunidade de abordar o tema nas palestras que tenho proferido. Desde que o Caminho do Sol foi inaguruado, em julho de 2002, passei a ter muito contato com romeiros que seguem rumo a Pirapora, pois alguns trechos do Caminho são comuns a ambos. O curioso fica por conta dos “destinos invertidos”, pois o Caminho do Sol segue sentido interior (Águas de São Pedro) e os romeiros seguem no sentido capital (Pirapora do Bom Jesus).

Como simples observador da vida, pude perceber detalhes e hábitos culturais, típicos de nossa brasilidade. Um grande número de romeiros faz a romaria com o objetivo de pagar uma promessa, em função de graça ou benefício alcançado. Um grande número de peregrinos faz a peregrinação movidos pela fé. Os romeiros caminham rápido, quase de forma ininterrupta. Os peregrinos caminham de forma contemplativa, não têm pressa para concluir sua jornada. Os romeiros querem, portanto, “chegar” ao destino. Os peregrinos querem “estar” no caminho. Os romeiros têm preferência para caminhar em grupos. Os peregrinos preferem a solitude. Os romeiros têm um período específico do ano para caminhar. Os peregrinos caminham qualquer época do ano. Os romeiros levam consigo o dever de cumprir uma penitência. Os peregrinos levam sua mochila e seu cajado. Mas o verdadeiro aprendizado vem de ambos.

Tanto os romeiros quanto os peregrinos carregam em seus corações a bandeira branca do amor, da paz, da compreensão e da fraternidade. Portanto, seja você romeiro ou peregrino, venha! Somos todos seres humanos. Vamos juntos semear um mundo melhor, mais simples, mais humano, com mais qualidade de vida. Com respeito e amor ao meio ambiente, preservando a natureza. Afinal, nossos bisnetos vão precisar!

José Palma é idealizador do Caminho do Sol.

Matéria originalmente publicada na 
Tribuna de São Pedro em 21 de março de 2009.
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