Archive for February, 2010

Esta semana compartilho com vocês a alegria de receber de volta meus amigos Cesar e Vicky, meu irmão Nelson e d. Meire, minha mãe e companheira de outras caminhadas. Eles estiveram no Caminho da Luz, percorrendo seus 190 km, enquanto eu curtia o meu filho por aqui.

Não bastasse matar a saudade, também vi as fotos e ouvi as novidades dos caminhantes. Havia uma preocupação com a D. Meire, porque, em dezembro, sentira forte dores nas costas. Inclusive persistiram até o começo de fevereiro. Mas, viagem planejada, lá foram eles.

Dona Meire não só andou pelo Caminho da Luz de maneira corajosa e brilhante. Seu jeito peculiar – devagar e sempre – é ingrediente certo para a conclusão do objetivo, chegar. Ao longo da semana, fui entrando em contato e recebendo boas notícias.

CHEGAR AO TOPO – Pois, ao final deste caminho, em Alto Caparaó, extremo leste de Minas Gerais, já na divisa com os estados de Espirito Santo e Rio de Janeiro, há a proposta de subir o Pico da Bandeira, 2892 metros de altitude. Já foi considerado o ponto mais alto do Brasil, até que novas medições indicaram o Pico da Neblina e Pico 31 de março como os mais altos, atualmente.

Mas, o que importa mesmo é que ela, D. Meire, encarou o desafio e foi ainda mais longe com meus amigos. Resolveram pernoitar no “terreirão”, uma platô à meio caminho de tronqueira (até onde os jipes entram no Parque Nacional do Caparaó) até o pico. De madrugada, subiram até o cume da montanha e avistaram o nascer do sol.

Certamente qualquer filho teria orgulho de sua mãe, em uma situação dessas. Ainda mais por ser uma forma muito especial de comemorar 76 anos de idade, completados no último dia 03.

Como digo na última página do livro Sete Missões, “Acredite. Você pode mais do que imagina”.

Pense nisso. Já visualizou conquistando algum objetivo que parecia improvável? Como sentiu-se em relação a isso? Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Os carnavais têm marcado minha “carreira” peregrina. Afinal, a primeira peregrinação a pé foi em 2004 justamente nesta época. O que houve de especial foi o fato de Dona Meire, minha mãe, realizá-lo para comemorar 70 anos, justamente neste evento.

Um ano depois, eu estava neste período pedalando pela Estrada Real. No ano seguinte, caminhando, pela primeira vez com Nelson, meu irmão, pelo Caminho da Luz. No ano seguinte, resolvi passar o ano novo – e não o carnaval – caminhando novamente com Dona Meire, pelo Caminho da Fé. Ano seguinte, pelo Caminho da Paz, na Bahia e finalmente ano passado, no Caminho dos Anjos.

Ano passado, no Caminho dos Anjos, viajei com uma dúvida. Talvez a Talita estivesse grávida. Confesso que o momento, racionalmente, não era o melhor para que isso acontecesse. Por isso, havia um pouco de preocupação com a nova situação.

No primeiro dia, como não poderia deixar de ser, eu caminhava pensativo. Como seria a minha vida, caso a gravidez fosse confirmada? Quais seriam as mudanças? O que deveria fazer daquele momento em diante?

Então, senti que meu anjo de guarda veio conversar comigo.

- Rodolfo, se você quiser, de fato, que isto não aconteça, peça com fé e o bebê não nascerá. Naturalmente será abortado.

Você deve estar pensando que esse não é propriamente uma conversa que um anjo da guarda deveria ter com seu protegido.

- Não… eu não consigo pedir isso. Isto está fora de questão – ponderei. E o anjo calou-se.

Mais algumas horas de caminhada. Naqueles momentos em que a meditação ocorre naturalmente, imposto pelo ritmo da caminhada, novamente ele voltou à tona.

- Rodolfo, para resolver esses problemas todos, continuar tudo como está, basta pedir com fé e Ele resolverá tudo para você.

- Eu não consigo pedir isso. Eu não quero pedir isso. – respondi novamente, depois de um breve período de meditação.

Outra vez, desviei a atenção para o caminho, para a paisagem e o pensamento logo viajou para outras questões. No entanto, o que parecia ser um problema na minha vida, visitava toda hora meus pensamentos. Então, novamente o anjo voltou a conversar comigo.

- Rodolfo, você se lembra da igreja da Imaculada Conceição, em Baependi (cidade onde começa o Caminho dos Anjos)? E a história de Nhá Chica?

- Lembro-me, sim. Ela era uma pessoa muito simples e humilde e que ajudava as pessoas a alcançarem graças por meio de suas preces.

- Pois é. O que ela respondai quando perguntavam a ela como conseguia os milagres?

- Dizia: “Isto acontece porque peço com fé” – respondi.

- Pois então, meu amigo. Você está no Caminho dos Anjos. Peça com fé e o bebê naturalmente deixará o útero de sua mulher. Ela sentirá uma forte cólica e, pouco tempo depois, tudo estará resolvido.

- Anjo querido, eu NÃO posso pedir isso. Se for uma vontade do Pai, eu aceitarei. Mas EU pedir isso? Não. Eu não posso, eu não devo, eu não quero pedir. Isto está fora de questão – respondi, com vontade definitiva.

- Então, meu querido, a partir de agora, pare de pensar que tudo isso é um problema atrás de outro. PASSE A AGRADECER. – disse-me meu Anjo de Guarda, com toda a felicidade que pude sentir.

Imediatamente tudo mudou de cores. A cada momento que eu lembrava de como Deus tem sido generoso comigo, agradecia. Certamente, se estava acontecendo na minha vida, deveria ser uma bênção e não motivo de preocupação.

Hoje, um ano depois, agradeço a Deus por todas as graças a mim concedidas. Miguel Nakamura é um anjo. Uma bênção que me faz feliz a todo momento. Basta pensar nele, lembrar-me de seu sorriso.

E você? Já esteve em dúvida com relação à sua vida? Como se sentiu naquele instante? O que seu coração disse? Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Esta semana estou voltando à escrever no Blog. Voltei de merecidas férias passadas no interior da Bahia e com as energias renovadas. Na verdade, fiquei quase duas semanas para a cabeça voltar para cá! E somente hoje volto à postar nos meus blogs.

O título refere-se ao Caminho da Luz que minha mãe, Dona Meire, meu irmão e dois amigos – Vicky e Cesar – estão fazendo neste exato momento. Eles saíram de São Paulo na manhã de sábado, em um vôo da Azul, de Campinas a Vitória. Apenas R$ 79,00!!! Lá, encontraram-se com as amigas peregrinas Marta, Maria Eugênia, Nádia e Sandra – que caminharam conosco há exatamente um ano pelo Caminho dos Anjos e que fizeram o da Luz no final do ano passado – e reavivaram a amizade. Esta é a melhor parte das caminhadas. As amizades são sinceras e duradouras.

Depois seguiram de ônibus para Carangola, e de lá até Tombos, onde começaram a peregrinar ontem, dia 07. Dona Meire, para quem não sabe, tem 76 anos completos e esta já é a sexta caminhada que faz. A primeira, para comemorar 70 anos (Caminho do Sol, 2004).

Estou caminhando à distância, pois toda hora dá vontade de ligar, passar mais algumas dicas, saber como está o caminho. Ontem, foi tudo bem, pegaram um pouquinho de chuva e chegaram quase à noite em Catuné. Ai, que saudades!

E você? Já está pensando em fazer a sua peregrinação? Como se sente em relação a isso? Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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