Mon 11 Jan 2010
Filosofando sobre a ética e a prestação de serviços
Postado por admin em Posts Regulares
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Outro dia em conversava com minha mulher quando, subitamente, a conversa virou um exercício filosófico que vou compartilhar com você, agora.
Estávamos conversando sobre a criminalidade e, então, comecei a pensar sobre a ética e sua aplicação em nossa vida. Afinal, tenho ouvido há tempos reclamações sobre a crise ética em nosso país e no mundo, como as relações estão perdendo este importante componente.
Falando sobre crime, um roubo ou furto, é relativamente simples compreender a falta de ética. Alguém trabalhou, PRESTOU um serviço a outra pessoa, dispondo de seu tempo e, em troca, foi remunerado.
Com esta remuneração, adquiriu algum bem ou portava algum dinheiro, quando um ladrão o assaltou. É certo que, de certa forma, o fascínora tem sua dose de trabalho – vencer o medo, observar, planejar ou não a abordagem. Mas, convenhamos, o assaltante NÃO PRESTA SERVIÇO ALGUM a ninguem. Naquele momento, pensa somente em satisfazer sua própria necessidade, mesmo que isto custe a transferência de sua dificuldade em sobreviver a outrem.
Um trabalhador ou operário, ao escolher exercer sua atividade profissional, qualquer que seja, também decidiu que seu trabalho prestará um serviço a outra pessoa. Mesmo que trabalhe operando um equipamento em uma indústria, o produto manufaturado, fruto de seu trabalho e operação terá a função de prestar um serviço a algum consumidor. Um automóvel faz a viagem ficar mais rápida e, se possível segura, confortável e até conferir status. Um sabonete facilitará a limpeza e a desinfecção, melhorando a saúde de quem o utiliza e assim por diante.
O trabalho, como diz o ditado, enobrece e dignifica o Homem, porque é sua função neste plano: colaborar para o desenvolvimento do Universo, a partir de sua ajuda ao próximo – neste caso, refiro-me à sua atividade produtiva, não excluindo a solidariedade, mas falando da ética da produção.
O ladrão, seja de qual forma que o corrompa (ladrão, estelelionatário, corrupto, batedor de carteira, etc.), aproveita-se do esforço de outra pessoa, sem que ninguém mais, a não ser ele mesmo, seja beneficiado pela sua ação. Quando subtrai o que não é seu, alguém ficará sem.
E você? Tem idéia da importância de seu trabalho? Consegue visualizar o benefício que ele traz a outra pessoa? Como se sente ao verificar que ele é importante, muito mais do que pode imaginar? Conte a si mesmo como sua ética lhe faz feliz a partir da felicidade de outra pessoa. Pense nisso. Até a próxima semana.
Rodolfo Nakamura

