Sun 3 May 2009
Continuando a limpeza
Postado por admin em Posts Regulares
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Há duas semanas atrás, uma operação da prefeitura de São Paulo, chamada “Operação Cata-Bagulho” levou uma parte do que não era mais útil na minha casa. Haviam móveis velhos, madeiras infestadas de cupim. Duas semanas depois, saíram mais alguns móveis que não me pertenciam, mas que estavam guardados “de favor” aqui, em casa.
Esta mudança foi muito significativa. Sentia que aquele caminhão de coisas estava estagnando a minha vida. Desde que foi decidido que tudo isso sairia, milagres aconteceram, mesmo que ainda não houvera sido definida a data.
Comecei a sentir uma energia mais vibrante, uma vontade maior de realizar. Passei a acordar mais disposto, e a vida começou a fluir mais rapidamente. Os negócios que dependiam de outras pessoas começaram a fluir. Os problemas, inclusive o que eu esperava fossem graves, foram resolvidos de maneira mais suave.
Hoje é o “day after” da retirada definitiva de tudo o que estava parado em minha casa e, principalmente, não me pertencia. Nesta mudança, tive que revirar tudo na minha casa. Confesso que esperava que a energia mudasse em um “click”, mas não mudou. A bagunça que restou ainda reflete na minha mente.
Agora há pouco, estava separando papéis úteis daqueles que perderam sua importância. Enquanto isso, deixei o computador trabalhar em tarefas autônomas que precisavam ser feitas e não haviam sido até então. Estou sentindo o ambiente mais leve, já reflexo da nova organização.
Ainda há muito trabalho pela frente. Mas, certamente, será compensador. Estou com força e energia para fazer tudo o que deixei para trás – além das novas tarefas que estão chegando.
E você? Como está a sua casa? Pense nisso. Até a próxima semana.
Rodolfo Nakamura

Naka, realmente parece que o acúmulo de coisas em nossos ambientes de trabalho e familiar trazem consigo um certo “peso”. Por conta de meu casamento, tive que deixar para trás muitas coisas, e acabei descobrindo que tinha muito acumulado. Ainda há muito o que eliminar no meu antigo quarto, na casa dos meus pais, o que acabei adiando até minhas férias, quando terei mais tempo. Mas a situação criou em mim a consciência de que preciso gerar menos bagunça, para que eu possa gerenciar de modo responsável o que é útil. Há a velha máxima de que “ambiente limpo não é o que mais se limpa, e sim o que menos se suja”. Acho que é por aí…