Archive for May, 2009

A todo tempo somos bombardeados pela imagem de que precisamos ser eficientes. Tudo no mundo está rápido demais e, uma vacilação qualquer e tudo estará perdido.

Primeiro, pode até ser que o mundo esteja girando mais rápido, fazendo com que a nossa percepção do tempo tenha mudado. Mas, francamente, acredito que, se mudou, seria insuficiente para que percebêssemos algo. O que realmente aconteceu foi o aumento de tarefas que tivemos, inclusive pela cobrança pela eficiência.

Estava, neste fim de semana, em uma corriqueira compra de móveis. Eu e minha mulher passamos por várias lojas, buscando as informações. No final do primeiro dia, estávamos exaustos, mas com uma ou duas ótimas opções. Uma delas, prestes a fechar.

A lei da eficiência diria para que fechássemos o negócio rapidamente. Bom, sinceramente, se tivesse fechado na primeira loja, com o tempo certamente eu me arrependeria. Então, analisando, ignorando a lei da eficiência, encontrei melhores produtos.

No dia seguinte, fomos até outro centro de compras. Encontramos artigos bem mais caros e uma opção que concorria diretamente com a melhor opção do dia anterior. Então, paramos, pensamos e percebemos que, comparando, havia uma escolha melhor e foi essa que fizemos – era a proposta do primeiro dia.

Nesta hora, poderíamos questionar: então perdemos tempo procurando por novas opções no dia seguinte? Pois vou lhes contar que, absolutamente, não. Fizemos uma tarefa eficaz. Em outras palavras, tomamos a tarefa correta. Afinal, enquanto entregávamos nosso dinheiro pela mercadoria, estava fortalecido em nosso sentimento a certeza de que fizemos o melhor negócio possível.

Essa confiança faz toda a diferença, principalmente na satisfação e contentamento pelo negócio realizado. Portanto, na próxima vez, respire, dê um passo para trás e pense um pouco mais. Procure outras opções. Pode ser que encontre melhores negócios. Mas, se ocorrer o contrário, as opções eram menos interessantes, então estas últimas sinalizarão que sua escolha final é a melhor do momento.

Assim, pode ocorrer em várias outras tarefas do seu dia. Ser eficiente pode nos levar a realizar tudo rapidamente. Mas ser eficaz nos traz a satisfação e senso de realização. Pense nisso! Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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Outro dia, analisava a palavra “perdoar” e também como as palavras trazem, em si, significados importantes na nossa vida. Sexta-feira passada, em um grupo de treinamento em programação neuro-linguística, eu me lembrei da palavra gratitude que me chamou a atenção em um filme.

A palavra, assim grafada, está em inglês. Literalmente traduzido, significa “gratidão”. No entanto, para mim, tem um sentido especial grafá-la em inglês e estudar a idéia que ela pode traduzir quando lido em português.

Gratidão + Atitude

Foi a idéia que me veio à mente. A atitude de ter gratidão, de ser grato. Analisando nossas vidas, com o olhar e atenção voltados ao que temos a agradecer, vamos começar a ver quantas oportunidades temos, no dia a dia, em agradecer. São pequenas bênçãos que nos passam em branco, que não aproveitamos para reconhecer a bondade do Universo em nossas vidas.

Um quase acidente. Um sorriso gratuito. Um aceno de criança no banco de trás do carro à frente, que mudou nosso dia cinzento. Ter chegado atrasado a um evento e perceber que pouco se perdeu, mas muito se ganhou de uma forma ou de outra. Enfim. Você tem condições, a todo momento, de reconhecer esses pequenos momentos em que caberiam uma atitude grata.

Mas, lembre-se, você tem que doar, gratuitamente (gratidão), esse sentimento. Tem que vir diretamente do seu coração. Tem que ir além das palavras “eu sou grato por…”. Tem que vir do seu sentimento.

Saiba que, quanto mais agradecer, mais terá a agradecer em sua vida. O mundo precisa dessa renovação, desta ação que deixa tudo novo, de novo. Contamos com sua GRATITUDE.

Pense nisso. Até a próxima semana!

Rodolfo Nakamura

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por José Palma

Esta é uma questão que sempre vem à tona, e constantemente me pergutam. Diversas vezes tive a oportunidade de abordar o tema nas palestras que tenho proferido. Desde que o Caminho do Sol foi inaguruado, em julho de 2002, passei a ter muito contato com romeiros que seguem rumo a Pirapora, pois alguns trechos do Caminho são comuns a ambos. O curioso fica por conta dos “destinos invertidos”, pois o Caminho do Sol segue sentido interior (Águas de São Pedro) e os romeiros seguem no sentido capital (Pirapora do Bom Jesus).

Como simples observador da vida, pude perceber detalhes e hábitos culturais, típicos de nossa brasilidade. Um grande número de romeiros faz a romaria com o objetivo de pagar uma promessa, em função de graça ou benefício alcançado. Um grande número de peregrinos faz a peregrinação movidos pela fé. Os romeiros caminham rápido, quase de forma ininterrupta. Os peregrinos caminham de forma contemplativa, não têm pressa para concluir sua jornada. Os romeiros querem, portanto, “chegar” ao destino. Os peregrinos querem “estar” no caminho. Os romeiros têm preferência para caminhar em grupos. Os peregrinos preferem a solitude. Os romeiros têm um período específico do ano para caminhar. Os peregrinos caminham qualquer época do ano. Os romeiros levam consigo o dever de cumprir uma penitência. Os peregrinos levam sua mochila e seu cajado. Mas o verdadeiro aprendizado vem de ambos.

Tanto os romeiros quanto os peregrinos carregam em seus corações a bandeira branca do amor, da paz, da compreensão e da fraternidade. Portanto, seja você romeiro ou peregrino, venha! Somos todos seres humanos. Vamos juntos semear um mundo melhor, mais simples, mais humano, com mais qualidade de vida. Com respeito e amor ao meio ambiente, preservando a natureza. Afinal, nossos bisnetos vão precisar!

José Palma é idealizador do Caminho do Sol.

Matéria originalmente publicada na 
Tribuna de São Pedro em 21 de março de 2009.
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Há duas semanas atrás, uma operação da prefeitura de São Paulo, chamada “Operação Cata-Bagulho” levou uma parte do que não era mais útil na minha casa. Haviam móveis velhos, madeiras infestadas de cupim. Duas semanas depois, saíram mais alguns móveis que não me pertenciam, mas que estavam guardados “de favor” aqui, em casa.

Esta mudança foi muito significativa. Sentia que aquele caminhão de coisas estava estagnando a minha vida. Desde que foi decidido que tudo isso sairia, milagres aconteceram, mesmo que ainda não houvera sido definida a data.

Comecei a sentir uma energia mais vibrante, uma vontade maior de realizar. Passei a acordar mais disposto, e a vida começou a fluir mais rapidamente. Os negócios que dependiam de outras pessoas começaram a fluir. Os problemas, inclusive o que eu esperava fossem graves, foram resolvidos de maneira mais suave.

Hoje é o “day after” da retirada definitiva de tudo o que estava parado em minha casa e, principalmente, não me pertencia. Nesta mudança, tive que revirar tudo na minha casa. Confesso que esperava que a energia mudasse em um “click”, mas não mudou. A bagunça que restou ainda reflete na minha mente.

Agora há pouco, estava separando papéis úteis daqueles que perderam sua importância. Enquanto isso, deixei o computador trabalhar em tarefas autônomas que precisavam ser feitas e não haviam sido até então. Estou sentindo o ambiente mais leve, já reflexo da nova organização.

Ainda há muito trabalho pela frente. Mas, certamente, será compensador. Estou com força e energia para fazer tudo o que deixei para trás – além das novas tarefas que estão chegando.

E você? Como está a sua casa? Pense nisso. Até a próxima semana.

Rodolfo Nakamura

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